sábado, 22 de junho de 2013

O iluminismo (XVIII)


O Iluminismo foi um processo longo do qual as transformações culturais iniciadas no Renascimento prosseguiram e se estenderam pelo século XVII e século XVIII, este movimento intelectual que surgiu na Europa, defendia o uso da razão (racionalismo) para compreensão das relações sociais, econômicas e políticas, afastando-se do modo de pensar medieval centralizado em ideais teocentristas, o que também viabilizou o desenvolvimento da ciência.
O Iluminismo promoveu mudanças políticas, econômicas e sociais baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade solidificados nas revoluções burguesas do século XVIII. Tais ideais solidificaram-se através da democracia, do liberalismo econômico, da liberdade de culto e pensamento e da igualdade de direitos. As críticas dos iluministas ao Antigo Regime eram em vários aspectos como: o mercantilismo, o absolutismo monárquico, o poder da igreja e as verdades reveladas pela fé, os privilégios feudais, a hereditariedade da propriedade, etc. Em oposição a os ideais tradicionais os iluministas ditaram os rumos das revoluções burguesas através da defesa da liberdade econômica sem a intervenção do Estado na economia, do direito de compra e venda da propriedade privada, do Estado respaldado no contrato social, entre outras ideias que motivaram novas formas de pensar o mundo.

Alguns dos principais pensadores iluministas foram:

Montesquieu (1689-1755) – Defendia a divisão de poderes em executivo, legislativo e judiciário. Sua obra principal foi “O espírito das leis”. 
Voltaire (1694-1778) – Critico da religião e da Monarquia, Voltaire não aceitava a união entre a Igreja e o Estado prevista no modelo absolutista. Sua principal obra foi “Cartas Inglesas”.Diderot (1713-1784) e D’Alembert (1717-1783) - Escreveram juntos a primeira enciclopédia.
Rousseau (1712-1778) – o Filósofo que inspirou a Revolução francesa, sobretudo a bandeira dos jacobinos através da defesa da democracia como forma de superação das desigualdades sociais e garantia da participação política para todos. Sua principal obra foi “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”.

Os Déspotas Esclarecidos

Com o avanço dos ideais iluministas alguns monarcas absolutistas buscaram maneiras para impedir o avanço das revoluções burguesas através da realização de reformas sociais e econômicas a fim de modernizar seus países sem abrir mão do poder. Estes monarcas ficaram conhecidos como déspotas esclarecidos.
Os déspotas esclarecidos foram reis que aderiram as idéias iluministas, criando uma legislação favorável ao comércio e à produção manufatureira com o objetivo de fortalecer a burguesia e ao mesmo tempo manter-se no poder. Outras medidas giravam em torno da criação de escolas laicas (não religiosas), da assinatura de decretos pela liberdade de culto afim de reduzir os privilégios do clero católico.Essas reformas duraram, normalmente, apenas o período correspondente ao governo de cada um dos monarcas, sendo anuladas pelos seus sucessores.



Os principais déspotas esclarecidos:

Frederico II, rei da Prússia (1712-1786): desenvolveu a agricultura, aboliu a tortura nos interrogatórios, fundou escolas e organizou um grande exército expandindo seus domínios sobre territórios que antes pertenciam à Áustria e à Polônia.
Catarina II, czarina da Rússia (1762-1796): criou escolas, hospitais e esforçou-se por introduzir as idéias dos filósofos franceses em seu país.
Jose II, imperador da Áustria (1780-1790): reduziu o poder da Igreja, confiscando muitas terras. Libertou servos, aboliu as obrigações feudais e organizou o exército.
Marquês de Pombal (1699-1782): ministro do rei Dom Jose I de Portugal, Pombal expulsou os jesuítas do Brasil, reformando o sistema de ensino retirando as escolas do controle das ordens religiosas. incentivou o comércio e as manufaturas e fortaleceu o poder real na colônia. 
Conde de Arandas (1719-1798): ministro do rei Carlos III da Espanha, incentivou o desenvolvimento econômico do país e executou reformas administrativas que fortaleceram o poder real.

Texto escrito por Mariana Alecrim

VÍDEO AULA: 
https://www.youtube.com/watch?v=brwEnPKC6a0

APROFUNDANDO OS ESTUDOS: QUESTÕES DE VESTIBULAR.


1)(Fuvest) Sobre o chamado despotismo esclarecido é correto afirmar que



a) foi um fenômeno comum a todas as monarquias européias, tendo por característica a utilização dos princípios do Iluminismo.
b) foram os déspotas esclarecidos os responsáveis pela sustentação e difusão das ideias iluministas elaboradas pelos filósofos da época.


c) foi uma tentativa bem intencionada, embora fracassada, das monarquias europeias reformarem estruturalmente seus Estados.
d) foram os burgueses europeus que convenceram os reis a adotarem o programa de modernização proposto pelos filósofos iluministas.
e) foi uma tentativa, mais ou menos bem sucedida, de algumas monarquias reformarem, sem alterá-las, as estruturas vigentes.

GABARITO: [E]

2)(UFPR 2010) A respeito do iluminismo, movimento filosófico que se difundiu pela Europa ao longo do século XVIII, considere as seguintes afirmativas:



1) Muitos filósofos franceses, entre eles Montesquieu, Voltaire e Diderot, foram leitores, admiradores e divulgadores da filosofia política produzida pelos ingleses, como John Locke com sua crítica ao absolutismo.
2) Quanto à organização do Estado, os filósofos iluministas não eram contra a monarquia, mas contra as ideias de que o poder monárquico fora constituído pelo direito divino e de que ele não poderia ser submetido a nenhum freio.
3) A descoberta da perspectiva e a valorização de temas religiosos marcaram as expressões artísticas durante o iluminismo.
4) Em Portugal, o pensamento iluminista recebeu grande impulso das descobertas marítimas.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativa 1 é verdadeira.
b) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras
d) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.

GABARITO [B]

3) (Mackenzie) Sobre o iluminismo, é correto afirmar que:

a) defendia a doutrina de que a soberania do Estado absolutista garantiria os direitos individuais e eliminaria os resquícios feudais ainda existentes.b) propunha a criação de monopólios estatais e a manutenção da balança de comércio favorável, para assegurar o direito de propriedade.
c) criticava o mercantilismo, a limitação ao direito à propriedade privada, o absolutismo e a desigualdade de direitos e deveres entre os indivíduos.
d) acreditava na prática do entesouramento como meio adequado para eliminar as desigualdades sociais e garantir as liberdades individuais.
e) consistia na defesa da igualdade de direitos e liberdades individuais, proporcionada pela influência da Igreja Católica sobre a sociedade, através da educação.

GABARITO [C]

4)(Ufv) O século XVIII é conhecido como o "século das luzes". Durante aquele período, as realizações no campo da filosofia, das letras e da ciência alimentavam esperanças de que a razão humana pudesse remodelar as instituições sociais e políticas, eliminando as injustiças e as superstições. Por DESPOTISMO ILUSTRADO entende-se:

a) o novo conjunto de ideias filosóficas, políticas e sociais que emergem durante os séculos XVII e XVIII como crítica ao Estado absoluto.


b) um estilo de governo, em voga entre os "reis filósofos" do século XVIII, que pretendia reformar "pelo alto" as instituições consideradas antiquadas.
c) o mesmo que liberalismo, defendendo a ampliação dos direitos civis e liberdades políticas dos cidadãos.
d) a eliminação, na filosofia e na ciência, de toda explicação ou argumento de fundo religioso, mágico ou metafísico.
e) as formas de governo características de países do Oriente como a Pérsia, a Índia e a China

GABARITO [B]

SITES DE PESQUISA:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Iluminismo
http://www.historiamais.com/iluminismo.htm
http://evanesloko.no.comunidades.net/index.php?pagina=1444550949

Revoltas nativistas no Brasil


O modelo de colonização de exploração ocorrido no Brasil determinou que a metrópole extraísse o máximo de riquezas do nosso vasto território. Com isso, a consolidação do pacto colonial foi de grande importância para que Portugal alcançasse o objetivo de enriquecer o seu Estado Nacional através da construção de um vasto império ultramarino. Sob a ótica do pacto colonial, os colonos vendiam a matéria-prima produzida na Colônia para a metrópole, enquanto esta revendia as mercadorias manufaturadas na Europa. Não havia permissão da metrópole para que a colônia desenvolvesse manufaturas muito menos comercializasse com outro país. No que se refere a dominação colonial, os colonizadores impunham impostos e uma rígida fiscalização para manter o controle da colônia. Em resposta, alguns colonos passaram a se organizar exigindo a reforma das relações coloniais. O revisionismo histórico pontua uma elasticidade no pacto colonial, sobretudo no Rio de Janeiro, no entanto este fato não anulou o surgimento das revoltas nativistas durante o século XVII cujo objetivo era reduzir o controle da metrópole sob a colônia e ampliar as relações comerciais, sobretudo obter certa autonomia comercial. É importante destacar que o conceito nativista não implica no surgimento de um sentimento nacionalista, e sim de rebeliões que partiram dos colonos.
Mesmo se mostrando descontentes, muitos dos revoltosos eram oriundos da elite e, por isso, não tinham interesse em elaborar uma transformação profunda nas instituições coloniais, pois a elite colonial, ao mesmo tempo em que, desejava a expulsão das autoridades lusitanas, não queria o fim dos privilégios políticos e econômicos que possuía na colônia. 

Acima o mapa com a localização e as principais revoltas nativistas

As principais revoltas nativitas ocorridas na colônia durante o século XVII foram:

§ REVOLTA DE BECKMAN (1684, MARANHÃO): Com crise da produção de açúcar ocasionada pela saída dos holandeses do Brasil, o que determinou a estagnação econômica da região. O conflito entre os colonos e a metrópole teve inicio após a criação da Companhia do Comércio do Estado do Maranhão de administração portuguesa cujo objetivo era comprar os gêneros agrícolas da região, vender produtos manufaturados e suprir as elites coloniais com um carregamento anual de quinhentos escravos ampliando os lucros da metrópole prejudicando o interesse dos colonos. Liderados pelos irmãos Manuel e Tomás Beckman, a revolta exigia a melhora das relações entre Maranhão e Portugal. A revolta foi reprimida com violência.

§ GUERRA DOS EMBOABAS (1708 - 1709): Os bandeirantes paulistas, primeiros descobridores das jazidas de ouro, lutavam pelo direito de explorar a região contra os emboabas, que eram forasteiros portugueses e imigrantes das demais partes do Brasil, vindos de outras capitanias que também desejavam explorar o ouro nas minas. Inicialmente os paulistas sofreram várias derrotas e foram obrigados a abandonar muitas minas. Em represália, organizaram um ataque mais forte, com uma tropa de mais ou menos 1 300 homens, porém não chegaram a Minas Gerais. Tudo isso favoreceu os emboabas, fazendo com que os paulistas perdessem várias minas, obrigando-os a procurarem novas reservas de ouro. Após a Guerra dos Emboabas, a região passou a ser controlada diretamente pela metrópole. Assim, foram estabelecidas normas que passaram a regulamentar a repartição de lavras entre paulistas e estrangeiros, além da cobrança do quinto, um imposto sobre todas as riquezas geradas pelo ouro.

§ GUERRA DOS MASCATES (1711): A definitiva expulsão dos holandeses em 1654 havia deixado Pernambuco em uma grave situação econômica, pois todo o investimento na extração do açúcar foi abalado com a baixa do produto no cenário internacional. Os olindenses, que controlavam o produto, perderam seus lucros com o domínio holandês do açúcar das Antilhas, fazendo com que aumentasse a concorrência e quebrasse o monopólio pernambucano. Recife - região vizinha e politicamente subordinada à Olinda - era considerada o principal polo de desenvolvimento econômico de Pernambuco. O comércio da cidade trazia grandes lucros aos portugueses, que controlavam a atividade comercial da região. Essa posição favorável tinha como motivação as diversas melhorias empreendidas com a colonização holandesa, que havia transformado a cidade no principal centro administrativo do Estado. Com o passar do tempo, a divergência da situação política e econômica entre os fazendeiros de Olinda e os comerciantes portugueses de Recife criou uma tensão local. Inicialmente, os senhores de engenho de Olinda, estavam com dificuldades para investir no negócio açucareiro e pediram empréstimos aos comerciantes portugueses de Recife. Contudo, a partir da deflagração da crise açucareira, muitos senhores de engenho acabaram não tendo condições de honrar seus compromissos. A guerra gerou um conflito no Estado de Pernambuco entre os comerciantes de Recife e os latifundiários de Olinda para determinar quem detinha o poder central do Estado. A guerra foi interrompida no momento em que a Coroa Portuguesa indicou, em 1711, a nomeação de um novo governante que teria como principal missão estabelecer um ponto final ao conflito. Félix José de Mendonça, novo governador, apoiou os mascates portugueses e determinou a prisão de todos os latifundiários olindenses envolvidos com a guerra. Visando evitar futuros conflitos, o novo governador de Pernambuco decidiu transferir semestralmente a administração para cada uma das cidades.

§ REVOLTA DE FELIPE DOS SANTOS (1720): Ocorreu entre mineiros e escravos em Vila Rica foi uma revolta contra a rigorosa política fiscal e opressiva tribulação imposta pela metrópole sob a exploração do ouro. A causa imediata foi a criação das Casas de Fundição onde 20% do ouro extraído era confiscado como imposto à Portugal. O grupo, liderado por Filipe dos Santos, reivindicava o fechamento das casas de fundição. A revolta levou as tropas portuguesas a se organizassem contra os revoltosos. No dia 14 de julho iniciou-se o conflito que prendeu vários participantes e condenou Filipe dos Santos à morte e ao esquartejamento.

RESUMINDO:



Texto escrito por Isabelle Ferraz 



APROFUNDANDO OS ESTUDOS: QUESTÕES DE VESTIBULAR:

1) (UFRN) A Guerra dos Emboabas, a dos Mascates e a Revolta de Vila Rica, verificadas nas primeiras décadas do século XVIII, podem ser caracterizadas como:

a) movimentos isolados em defesa de ideias liberais, nas diversas capitanias, com a intenção de se criarem governos republicanos;
b) movimentos de defesa das terras brasileiras, que resultaram num sentimento nacionalista, visando à independência política;
c) manifestações de rebeldia localizadas, que contestavam alguns aspectos da política econômica de dominação do governo português;
d) manifestações das camadas populares das regiões envolvidas, contra as elites locais, negando a autoridade do governo metropolitano.
e) manifestações separatistas de ideologia liberal contrárias ao domínio português.

Gabarito: Letra C

2) (Unibero-SP) A Guerra dos Emboabas (1707-1709) e a Inconfidência Mineira (1789) foram revoltas ocorridas no Brasil. Sobre elas, assinale a alternativa correta:

a) Ambas tinham o objetivo de separar o Brasil de Portugal e ocorreram na região da mineração.
b) A primeira e considerada uma revolução separatista e mais radical do que a segunda, tendo ocorrido na região de São Paulo e liderada pelos Bandeirantes.
c) Tanto a primeira como a segunda foram influenciadas pelas ideias iluministas e pela independência das Treze Colônias inglesas, mas só a segunda teve êxito nos seus objetivos.
d) A primeira foi bem-sucedida, garantindo aos paulistas a posse da região da mineração, enquanto a segunda foi reprimida pela Coroa portuguesa antes de acontecer.
e) Ambas ocorreram na mesma região do Brasil, contra a dominação portuguesa na área da mineração, no entanto, somente a segunda teve influência das ideias iluministas europeias.

Gabarito: Letra E

3) (Fuvest) A elevação de Recife à condição de vila; os protestos contra a implantação das Casas de Fundição e contra a cobrança de quinto; a extrema miséria e carestia reinantes em Salvador, no final do século XVIII, foram episódios que colaboraram, respectivamente, para as seguintes sublevações coloniais:

a) Guerra dos Emboabas, Inconfidência Mineira e Conjura dos Alfaiates.
b) Guerra dos Mascates, Motim do Pitangui e Revolta dos Malês.
c) Conspiração dos Suassunas, Inconfidência Mineira e Revolta do Maneta.
d) Confederação do Equador, Revolta de Felipe dos Santos e Revolta dos Malês.
e) Guerra dos Mascates, Revolta de Felipe dos Santos e Conjura dos Alfaiates.

Gabarito: Letra E


SITES DE PESQUISA:

http://www.brasilescola.com/historiab/guerra-dos-emboabas.htm
http://www.historiadobrasil.net/resumos/revolta_de_beckman.htm
http://www.historiabrasileira.com/brasil-colonia/revoltas-nativistas/
http://profedu.blogspot.com.br/2007/05/blog-post_28.html
http://exercicios.brasilescola.com/historia-do-brasil/exercicios-sobre-as-revoltas-nativistas.htm#resposta-1239

BIBLIOGRAFIA: 

Livro de História - Ser Protagonista (Ensino Médio)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Os diferentes tipos de colonização na América

UM RESUMO DOS DIFERENTES TIPOS DE COLONIZAÇÃO NA AMÉRICA

I) A COLONIZAÇÃO INGLESA NA AMÉRICA DO NORTE:

Mapa das Treze Colônias

A colonização inglesa se concentrou na América do Norte. No final do século XVI, os ingleses queriam conquistar novas terras investindo na construção naval e na política mercantilista para acumular riquezas. 
Em 1607, o navio MayFlower chegou na América do Norte, na atual região do Estado de Virginia, onde foi fundada a primeira colônia inglesa. O grande movimento migratório para a América do Norte levou a formação das Treze Colônias e esteve em grande parte relacionado a guerra civil que se instaurou entre católicos e protestantes. Os colonos ingleses que se instalaram na América do Norte desejavam reconstruir a vida que tinham na Inglaterra nas novas terras colônias devido a semelhança do clima e proximidade geográfica, o que justificou um tipo de colonização diferenciado que misturou colônias de povoamento e exploração.
Além disso, a própria Inglaterra contribuiu com a autonomia colonial através da chamada negligência salutar, visto que os lucros com a pirataria e a produção de manufaturas em si contribuíram para a concentração de capitais e o crescimento da burguesia inglesa.
As Treze Colônias possuíam características de colonização diferentes. As colônias do sul ficaram conhecidas como colônias de exploração, onde os colonos investiam na produção de matéria-prima através da monocultura, plantação em latifúndio utilização de mão de obra escrava obedecendo as características do plantion. A diferença entre as colônias de exploração do sul e as colônias portuguesas estava na inexistência do Pacto Colonial, visto que independente do tipo de colonização as Treze Colônias participavam ativamente do Comércio Triangular.

No mapa segue a ilustração do Comércio Triangular. As Treze Colônias enviavam para Europa matéria-prima como tabaco, café, açúcar e algodão, além de manufaturas como o rum; os Europeus enviavam manufaturas para África em troca de escravos e os revendia para as Treze Colônias.

Já as colônias do norte predominou a colonização de povoamento, onde a intenção dos colonos foi reconstruir a vida que tinham na Inglaterra após saírem do país devido à perseguição religiosa. A característica principal das colônias do norte era a presença de protestantes buscando uma nova terra onde existisse mais tolerância religiosa. A colonização de povoamento contribuiu para o surgimento de um sentimento nacionalista e de pertencimento à terra, na medida em que buscou a autonomia econômica e política através da ausência do pacto colonial, da divisão de terras em minifúndios e da produção policultora e diversificada de alimentos e matéria-prima, o que possibilitou a troca, o desenvolvimento do comércio interno, a produção de manufaturas e posteriormente a industrialização.
A colonização inglesa diferenciou-se, em muitos aspectos, da colonização exercida na América Portuguesa e Espanhola devido à negligência da metrópole com o pacto colonial. Enquanto nas colônias britânicas do norte a autonomia colonial contribuiu o desenvolvimento econômico, os portugueses na América optaram por uma prática mercantilista monopolista com a ambição de explorar as riquezas para serem exportadas para metrópole a um preço mais baixo e revendidas na Europa a preços altos. O exemplo das colônias inglesas demonstra que não é apenas o tipo de colonização que define o desenvolvimento econômico e político da colônia, e sim a ação do pacto colonial, que sob as regras do monopolia contribuiu para o atraso e a falta de autonomia colonial.

Fique por dentro áreas que integraram as Treze Colônias:

As Colônias do Norte ou Nova Inglaterra .

§ Província de New Hampishire mais tarde o Estado de New Hampshire.
§ Província da Baía de Massachusetts mais tarde os Estados de Massachusetts e Maine.
§ Colônia de Rhode Island mais tarde o Estado de Rhode Island
§ Colônia de Connecticut mais tarde o Estado de Connecticut

As Colônias Centrais: 

§ Província de Nova Iorque mais tarde os Estados de Nova Iorque e Vermont.
§ Província de Nova Jérsei mais tarde o Estado de Nova Jérsei.
§ Província de Pensilvânia mais tarde o Estado de Pensilvânia.
§ Colônias de Delaware mais tarde o Estado de Delaware.

As Colônias do Sul:

§ Província de Maryland mais tarde o Estado de Maryland.
§ Colônia de Domínio da Virgínia mais tarde os Estados de Virgínia, Kentucky e Virgínia do Oeste.
§ Província da Carolina do Norte mais tarde os Estados de Carolina do Norte e Tennessee.
§ Província da Carolina do Sul mais tarde o Estado de Carolina do Sul.
§ Província da Geórgia mais tarde o Estado de Geórgia.

II) A COLONIZAÇÃO ESPANHOLA NA AMÉRICA:

Os espanhóis, assim como os portugueses, foram pioneiros na expansão marítima em busca de novas terras. A chegada dos espanhóis na América Central em 1492 com Cristóvão Colombo determinou o encontro de culturas muito diferentes e ao mesmo tempo em estágio de civilização muito próximos. Os indígenas que habitavam a América Central e as áreas Andinas desenvolveram grandes impérios e dominavam metais, além de terem um acumulo de ouro, prata e pedras preciosas, o que na linguagem mercantilista significava enriquecimento imediato.

Mapa da distribuição geográfica dos povos pré-colombianos antes da chegada dos europeus na América. Os grandes impérios que se perderam após o encontro com espanhóis foram os incas e os astecas.

A colonização espanhola contribuiu para o genocídio indígena devido a existência de metais preciosos e a diferença cultural. Os indígenas que sobreviveram ficaram reféns do trabalho compulsório nas minas e fazendas (mita e encominda), além de terem sido vitimas da catequização sofrendo um triste processo de assimilação cultural. 
A colonização espanhola na América obedeceu ao modelo de exploração sob a rígida existência do Pacto Colonial e do monopólio da metrópole sob as riquezas existentes na colônia.

Mapa com a divisão de Vice-reinos e Capitanias Gerais que compunham a ordem administrativa das colônias espanholas na América.

O controle administrativo da coroa espanhola era feito a partir das Audiências, do Vice-Reinado e das Capitanias Gerais. As Audiências eram instituições de competência administrativa, judiciária e fiscalizadora instalados nos principais centros da colônia. Os Vice-Reinados e as Capitanias Gerais foram instalados para aumentar o monopólio real sob a mineração e produção agrícola. A Casa de Contratação garantia o monopólio e a cobrança do quinto (imposto) sobre as atividades econômicas realizadas na colônia. 
A administração colonial ficava nas mãos dos altos funcionários que eram espanhóis enviados pela coroa chamados de chapetones; os crioulos eram os colonos nascidos na América donos de propriedades de terras, de minas ou grandes comerciantes. Os mestiços que eram os filhos de espanhóis com indígenas ou os mulatos que eram filhos de espanhóis com negros ou filhos de índios com negros realizavam os trabalhos subalternos, e no fim da pirâmide social estavam os indígenas e os africanos na condição de escravos.

A Pirâmide Social apresenta as hierarquias na colônia espanhola

A mineração era a atividade principal da colônia. Os espanhóis descobriram minas na Bolívia, México, Argentina, Chile e Paraguai. Com o declínio das atividades mineradoras, as haciendas se consolidaram como centro da economia colonial. As haciendas obedecia ao modelo plantation, sendo caracterizada como uma grande propriedade rural monocultora de produtos tropicais voltados para o abastecimento da colônia e exportação, com utilização do trabalho escravo indígena ou africano. 
O processo de colonização dos espanhóis na América se diferenciou da colonização inglesa tanto na organização colonial, como nos objetivos econômicos e no próprio modelo de colonização, como podemos observar no esquema abaixo:

O esquema apresenta diferenças entre a colonização espanhola e inglesa na América.

A COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NA AMÉRICA:

Em 1500 a expedição do português Pedro Álvares Cabral desembarcou na América onde hoje é o Brasil, precisamente em Porto Seguro. Muitos historiadores já comprovaram o conhecimento dos portugueses das terras brasileiras, tendo Pedro Álvares Cabral a missão de consolidar os domínios colônias portugueses definidos após o Tratado de Tordesilhas assinado em 1494.

Mapa apresenta os limites do Tratado de Tordesilhas assinado entre Espanha e Portugal para delimitar os domínios coloniais entre as duas potencias marítimas durante o século XV

Diferente dos espanhóis, os portugueses ao chegarem no Brasil encontraram com populações indígenas seminômades coletoras que não dominavam metais, mas possuíam um vasto conhecimento da rica fauna e flora das terras que habitavam. Com o lucro das especiarias vindas da Índia, inicialmente os portugueses realizaram expedições exploratórias e encontram o pau-brasil que possuía grande valor na Europa, o que levou a intensa exploração da árvore que servia como corante vermelho para tecidos. Todo trabalho era realizado com a mão de obra indígena através do trabalho compulsório sob a justificativa do escambo. Os indígenas extraíam o pau-brasil em troca de quinquilharias, ou seja, objetos por eles desconhecidos, tais como: espelhos quebrados, facas, panelas e etc.

Trabalho compulsório realizado por indígenas na extração de pau-brail. Ao fundo portugueses trocam o pau-brasil por quinquilharias.

O período inicial de colonização portuguesas no Brasil ficou conhecido como pré-colonial, sendo datado do ano de 1500-1530. Neste momento não houve a efetivação da colonização pelos portugueses. O Brasil se caracterizava como uma rota de abastecimento. Feitorias – armazéns que guardavam armas, alimentos e mercadorias; estavam espalhadas pela costa.Com esta política o Brasil sofria ameaças de invasões constantes de demais países que ficaram de fora do Tratado de Tordesilhas. Os franceses, interessados no pau-brasil e no domínio de novas terras tentaram invadir o Brasil em 1555 no Rio de Janeiro – França Antártica, e 1594 no Maranhão – França Equinocial.
A ameaça de invasões a colônia portuguesa na América determinou uma mudança de estratégia, o que levou a consolidação do modelo de exploração através da introdução do plantation para produção de açúcar, da divisão do território em capitanias hereditárias e do domínio exercido pelo exclusivismo colonial.
Em 1532 Martim Afonso de Sousa fundou a primeira vila de ocupação, instalou o primeiro engenho de açúcar, e explorou a costa em busca de metais preciosos. Diante do insucesso com os metais preciosos que não foi encontrado então a coroa decidiu pela implantação das capitanias hereditárias, dividindo o território em 15 capitanias que foram dadas a donatários como forma de ocupação das terras, defesa e produção de açúcar. As terras poderiam ser doadas como sesmarias, mas nunca vendidas. De todas as capitanias apenas duas prosperaram: Pernambuco e São Vicente.

O mapa acima apresenta a divisão do Brasil em capitanias hereditárias e os respectivos donatários.

É importante observar que a escolha pelo plantio de açúcar como economia monocultora esteve associado ao conhecimento do cultivo pelos portugueses nas colônias da África e pela grande lucratividade desta especiaria na Europa. No entanto, ficava sob a responsabilidade do donatário a instalação dos engenhos, a segurança da capitania e todo custo com a produção do açúcar. Este fator somado aos constates ataques indígenas a colonização portuguesa determinou o insucesso da maioria das capitanias.
Sob o trabalho escravo, os indígenas passaram a ser substituídos pelos africanos trazidos da África pelo lucrativo tráfico de escravos para trabalhar nos engenhos de açúcar. A Igreja passou a proibir a escravidão devido ao interesse de catequizar os indígenas como forma de minimizar a resistência e as guerras. A própria metrópole havia autorizado o decreto de guerras justas, autorizando os colonos a matar os indígenas em cão de invasão ou ataque, independente da tutela da Igreja. 
Pelo conhecimento dos indígenas do interior do território, muitos auxiliaram os portugueses no processo de interiorização que ocorreu com as bandeiras, pecuária e drogas do sertão. Mas essa já é outra história...

Iconografia retirada da obra de Gilberto Freire “Casa Grande e Senzala”, apresenta a organização dos engenhos no Brasil.

Imagem de Rugendas demonstra os africanos em condição de escravidão trabalhando nos engenhos. Acima os escravos estão moendo a cana de açúcar.

Texto escrito por Gabriela Maretti e Profa. Clarissa F. do Rêgo Barros

APROFUNDANDO OS ESTUDOS: QUESTÕES DE VESTIBULAR.

1) (Fatec) Dentre as características gerais do período pré-colonizador destaca-sea) o grande interesse pela terra, pois as comunidades primitivas do nosso litoral produziam excedentes comercializados pela burguesia mercantil portuguesa.
b) o extermínio de tribos e a escravização dos nativos, efeitos diretos da ocupação com base na grande lavoura.
c) a montagem de estabelecimentos provisórios em diferentes pontos da costa, onde eram amontoadas as toras de pau-brasil, para serem enviadas à Europa.
d) a distribuição de lotes de terras a fidalgos e funcionários do Estado português, copiando-se a experiência realizada em ilhas do Atlântico.
e) a implantação da agromanufatura açucareira, iniciada com construção do Engenho do Senhor Governador, em 1533, em São Vicente.

2) Sobre a colonização inglesa na América do Norte:

a) estabeleça sua conexão com os desdobramentos da Reforma Protestante da Inglaterra;
b) explique por que na região sul se originou uma organização socioeconômica diferente da do norte.

3) A mineração foi a atividade econômica mais importante da América Espanhola durante o período colonial. Múltiplos fatores condicionaram a formação e a decadência dos complexos mineradores do altiplano andino e do planalto mexicano. Assinale a modalidade de mão-de-obra que predominou nas minas de prata dos referidos complexos, durante os séculos XVI e XVII.
a) Indígena, submetida ao trabalho compulsório.
b) Negra, submetida ao trabalho escravo.
c) Européia, no regime de trabalho assalariado.
d) Indígena, adaptada ao trabalho livre.
e) Indígena, no regime de trabalho voluntário.
Gabarito

1- C
2- a) Com a Reforma Protestante teve inicio na Inglaterra uma guerra civil entre católicos e protestantes, o que determinou a imigração de protestantes para a América do Norte.
b) O norte optou por uma colonização de povoamento devido ao grande número de colonos protestante que queriam reconstruir a vida nas novas terras, enquanto no sul a colonização se caracterizou pela tipo de exploração que obedecia o modelo plantation de monocultura, latifúndio, escravidão e exportação.
3- A

domingo, 26 de maio de 2013

A crise de 1929


No final da década de 1920, uma crise diferente das crises ocorridas anteriormente ficou conhecida no mundo capitalista, que afetou toda a economia e assumiu um caráter global. Para o melhor entendimento, estima-se que em 1929, havia cerca de 10 milhões de desempregados no mundo. E com a crise, em 1932, o número de desempregados chegou a 40 milhões.

O período entre 1929 e 1932 ficou conhecido como “ciclo infernal” da crise nos Estados Unidos, que era então a principal economia capitalista do planeta. Cerca de cinco mil bancos quebraram e 100 mil indústrias paralisaram suas atividades.

O início da crise
Durante a década de 1920 poucos contemporâneos percebiam que a economia capitalista caminhava rapidamente para uma grande catástrofe. E mesmo as vésperas da crise, poucos tinham noção do que viria em seguida. Em 1928, quando o presidente norte-americano Herbert Hoover tomou posse afirmou: “Hoje, na América, estamos mais perto da vitória sobre a pobreza do que qualquer outro país jamais esteve, em qualquer momento da história.”A partir de outubro de 1929, quando a crise manifestou-se com toda intensidade, provocou uma onda de suicídios, e a maioria das pessoas tentava entender o que havia acontecido. (In:Texto “O que é recessão, Paulo Sandront)

A Primeira Guerra Mundial e a Crise de 1929
Para entender a relação entre a Crise Capitalista de 1929 e a Primeira Guerra Mundial, é preciso retomar o cenário das condições econômicas do mundo. Os Estados Unidos foram os maiores beneficiários da Guerra, em termos econômicos, e eram eles quem supriam a Europa com produtos industrializados, armamento, recursos financeiros e alimentos. Além de expandirem sua influência sobre países da América Latina e Ásia.
“A década de 1920, ou, mais precisamente, os oito anos que separam a depressão do pós-guerra e a Quebra da Bolsa de Valores, em outubro de 1929, foi um período de prosperidade para os Estados Unidos. A produção total da economia aumentou em mais de 50%.” (GALBRAITH, J. K. Dias de “boom” e de desastre. In: ROBERTS, J. M. História do Século XX. São Paulo: Abril 1974. V. 3. P. 1 330.)

A partir de 1925, especialmente, foi verificada uma retração das exportações norte-americanas devido à recuperação industrial da Europa Ocidental. Após da guerra, os Estados Unidos adotaram uma política isolacionista em relação às questões políticas dos Estados Europeus. Com isso, houve uma redução no volume de empréstimos norte-americanos à Europa, o que também contribuiu para a diminuição da capacidade importadora do continente.
Entre 1923 e 1929, os Estados Unidos viveram em um clima de euforia. As inovações tecnológicas na agricultura garantiram o aumento da produtividade que se traduziu em safras recordes. Porém, havia uma tendência de queda nos preços dos produtos agrícolas constante, uma vez que, a partir de 1924-25, as economias européias, que já superavam os efeitos da guerra, tendiam a comprar menos produtos da agricultura norte-americana. Assim, a superprodução e queda de preços afetaram os fazendeiros norte-americanos, que imaginavam ser uma crise passageira.
O setor industrial viveu uma expansão sem precedentes, visível no setor automobilístico, na indústria de construção civil, entre outros setores. Os chamados “sonhos de consumo” (automóveis, geladeiras, rádios e aspiradores de pó) inundaram os lares de muitos norte-americanos. O vertiginoso ritmo da produção e o crescente aumento da produção permitiram às indústrias diminuírem cada vez mais seus custos de produção, levando os produtos cada vez mais ao alcance de mais consumidores. Houve também uma expansão do crediário, que forneceu condições para uma ampliação do ritmo de produção. Entre 1920 e 1929, as vendas a prazo multiplicaram-se por cinco, atingindo uma “fantástica cifra”, para os padrões da época, de 6 bilhões de dólares. Costuma-se afirmar que os ricos nunca foram tão ricos nos Estados Unidos quanto durante a década de 1920.
Porém o aumento da produtividade e a expansão da produção também contribuíram para agravar o quadro de desemprego, camuflado pela mística da “prosperidade permanente”. Embora a produção por trabalhador tivesse aumentado constantemente, os salários mantiveram-se estáveis, bem como os preços, e os lucros das empresas cresciam rapidamente. De maneira geral, o consumo foi incentivado pela ampla oferta de créditos. Muitos consumidores passaram a ter acesso a bens sem, muitas vezes, ter a certeza das condições reais futuras que lhes possibilitassem quitar as dívidas contraídas. Os norte-americanos acreditavam que tudo estava bem com a economia, devido a facilidade das prestações (crediário). Tanto que o país começou a ser considerado um “modelo” de desenvolvimento e prosperidade.
Os capitais excedentes pela “euforia” da década de 1920 foram canalizados também para os países europeus na forma de empréstimos. Com tais empréstimos, a Europa conseguiu reorganizar boa parte de sua economia, e algumas indústrias até passaram a competir com a produção norte-americana. Enquanto os norte-americanos continuaram empolgados com a grande prosperidade dos anos 1920, em 1927 a Europa ultrapassou o volume de sua produção de antes da guerra.
Em tal ritmo global, a economia norte-americana teve queda em suas exportações. No final da década de 1920, os empréstimos externos norte-americanos para os países europeus foram retirados, o que reduziu mais ainda as exportações. A redução da produção aumentou o desemprego, o que afetou o poder de compra dos trabalhadores, diminuindo ainda mais o consumo e provocou mais desemprego.
Durante o período de prosperidade, as grandes companhias norte-americanas tiveram suas ações na Bolsa de Valores de Nova York valorizadas constantemente, os valores subiam na mesma medida em que crescia a confiança no sistema. Porém, por ser uma valorização artificial, especulativa poderia ruir ao menor sinal de perda de credibilidade.
A crise econômica mundial explodiu com o colapso da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929. Uma especulação desenfreada havia levado valores de títulos a alturas fantásticas, e a venda desenfreada dos mesmos, o que ocasionou um colapso no mercado norte-americano com consequências mundiais. Em 1932 já haviam falido 5000 bancos americanos. Em toda parte a produção diminuiu, o comércio retraiu-se e o desemprego aumentou. Em 1931 faliu o principal banco vienense, o Kredit-Anstalt, precipitando a crise financeira na Europa.

O processo de recuperação
Depois de um momento de perplexidade, os países começaram a tomar medidas visando dominar a crise, porém a mesma era muito mais ampla do que se imaginou e as primeiras medidas de manutenção do liberalismo econômico não tiveram um efeito desejado. Para muitos políticos e economistas, a solução para a crise era uma maior intervenção do Estado na economia. Uma política intervencionista foi proposta pelo economista inglês John Maynard Keynes, que assessorou o presidente Franklin Delano Roosevelt na aplicação de um programa de recuperação da economia conhecida como New Deal.
O New Deal foi caracterizado pela intervenção do Estado da economia desvinculando medidas liberais de autorregulação do mercado. O Estado criou medidas protecionistas, incentivou as exportações e aumentou de gastos públicos como forma de estimular a economia e acabar com o desemprego.
Principais medidas tomadas:
·  Incentivo à construção de obras públicas, abrindo novas oportunidades de emprego;
·  Criação de um seguro-desemprego;
·  Criação de um fundo que garantisse os depósitos populares nos bancos;
·  Abolição definitiva do trabalho infantil;
·  Diminuição da jornada de trabalho para 8 horas;
·  Aumento dos salários dos operários;
·  Fixação dos preços dos produtos básicos;
·  Promoção de reformas na legislação social, ampliando os direitos dos sindicatos;
·  Concessão de empréstimos aos fazendeiros arruinados.

A política keynesiana, adotada por vários outros países, foi a base para a instalação do Welfare State (Estado de Bem-Estar Social). O Estado de Bem-Estar Social marcou a ação das políticas sociais, regularização dos direitos trabalhistas como forma de manter crescimento capitalista. Neste modelo de governo o Estado interventor tem como objetivo garantir o equilíbrio econômico através da regulação e da viabilização de políticas públicas através de uma carga alta de tributos.
Este modelo de Estado se estendeu até a década de 1970, quando as crises do petróleo anunciaram uma nova crise capitalista, que como solução vai buscar reduzir os encargos do Estado através da retomada da “liberdade do mercado” somada a ideia de “Estado mínimo”, o que determinou à implementação do Estado Neoliberal, e junto com ele o sucateamento dos bens público, a perda dos direitos sociais, a precarização do trabalho, entre outras consequências nefastas a sociedade e benéficas a manutenção do sistema capitalista.

Texto escrito por Mariana Monnerat.

APROFUNDANDO OS ESTUDOS: QUESTÕES DE VESTIBULAR.

1) (PUC-RS 2010) Inicialmente favorecida pelas condições internacionais do pós-Primeira Guerra, a economia dos Estados Unidos conheceu um período de forte expansão e euforia nos anos 1920. Todavia, ao final dessa década, o país seria um dos focos da crise mundial de 1929 e da Grande Depressão que a seguiu. Um dos motivos dessa violenta reversão de expectativas foi:

a) a falência das principais medidas estabilizadoras do New Deal. 
b) a política antitruste determinada pela Sociedade das Nações. 
c) a perda de mercados devido à descolonização afro-asiática. 
d) a superprodução no setor primário dos Estados Unidos. 
e) o crescimento da dívida norte-americana em relação às principais potências europeias. 

2) (ENEM cancelado 2009) A depressão econômica gerada pela Crise de 1929 teve no presidente americano Franklin Roosevelt (1933 -- 1945) um de seus vencedores. New Deal foi o nome dado à série de projetos federais implantados nos Estados Unidos para recuperar o país, a partir da intensificação da prática da intervenção e do planejamento estatal da economia. Juntamente com outros programas de ajuda social, o New Deal ajudou a minimizar os efeitos da depressão a partir de 1933. Esses projetos federais geraram milhões de empregos para os necessitados, embora parte da força de trabalho norte-americana continuasse desempregada em 1940. A entrada do país na Segunda Guerra Mundial, no entanto, provocou a queda das taxas de desemprego, e fez crescer radicalmente a produção industrial. No final da guerra, o desemprego tinha sido drasticamente reduzido.( EDSFORD, R. America’s response to the Great Depression.
Blackwell Publishers, 2000. tradução adaptada).
A partir do texto, conclui-se que:

a) o fundamento da política de recuperação do país foi a ingerência do Estado, em ampla escala, na economia.
b) a crise de 1929 foi solucionada por Roosevelt, que criou medidas econômicas para diminuir a produção e o consumo.
c) os programas de ajuda social implantados na administração de Roosevelt foram ineficazes no combate à crise econômica.
d) o desenvolvimento da indústria bélica incentivou o intervencionismo de Roosevelt e gerou uma corrida armamentista.
e) a intervenção de Roosevelt coincidiu com o início da Segunda Guerra Mundial e foi bem sucedida, apoiando- se em suas necessidades.

GABARITO:

01) d
02) a.

O regime Fascista e Nazista

O totalitarismo é um sistema político no qual o poder fica concentrado na mão do governante, não abrindo espaço para a democracia nem qualquer partido de oposição. O líder é quem toma todas as decisões e decreta leis.
As características comuns dos governos totalitários são: o nacionalismo (a nação representa a prioridade da sociedade), o coletivismo (todos trabalham juntos para a construção do país), o militarismo (a guerra e a expansão salvam, regeneram e criam prosperidade), o anticomunismo (comunismo não era aceito como regime político), o antiliberalismo (culpavam o liberalismo pela crise e quebra econômica), o autoritarismo (fechamento político sob o controle do governante); a repressão, a censura, e a propaganda como forma de culto ao líder; e o expansionismo territorial.
O totalitarismo foi impulsionado na Europa pelos gastos na Primeira Guerra Mundial e todo seu prejuízo, juntamente com a crise econômica que ocorria na Europa e nos EUA. Além disso, os partidos totatilaristas de extrema direita queriam frear a influência socialista na Europa. A Itália de Mussolini e a Alemanha de Hitler foram nações totalitaristas, além da Espanha Franquista e do Salazarismo em Portugal. Neste artigo será tratado especificamente do nazismo alemão e do fascismo italiano.

O Fascismo
Representado por Benedito Mussolini, o fascismo nasceu na Itália em 1919. O termo deriva de fascio - nome do grupo político que surgiu na Itália no fim do século XIX e começo do século XX. O partido fascista italiano foi conhecido como milícia dos Camisas Negras e seu ascendência ocorreu com o discurso anticomunista , apoiado pela burguesia e classe média majoritárias.

Cartaz fascista. “Fascismo: um estilo de vida ontem, hoje, amanhã, para a honra da Itália”


Em 1922, ocorreu a “Marcha sobre Roma” – manifestação fascista com característica de golpe de Estado. Mussolini se tornou o Primeiro-Ministro da Itália, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, poderes absolutos no governo do país.
Durantes as eleições de 1924, os representantes políticos fascistas eram a maioria no parlamento. Os socialistas denunciaram a estratégia antidemocrática fascista, pois estavam inconformados com as fraudes eleitorais e corrupção política, e receberam como resposta o assassinato de Giacomo Matteotti, socialista, por partidários fascistas.
Em 1925, Mussolini se declarou Duce da Itália, assegurando o fechamento do Estado fascista, implantando o totalitarismo como sistema político da Itália.
Com o Tratado de Latrão, ficou acordado entre os Estados Italianos e o Vaticano a neutralidade e ausência do Vaticano nas decisões da Itália sobre a guerra e o Estado fascista. Tendo o Estado fascista como aliado, a Igreja poderia converter os italianos em fiéis com mais facilidade, ampliando a influência do fascismo na sociedade. A falência da Igreja também era algo preocupante e ponto agravador para que o tratado fosse assinado. Sendo assim, a Itália reconheceu a soberania e a independência do Estado do Vaticano. O novo Estado Teocrático reconheceu Roma como território italiano.
O modelo econômico adotado pelo fascismo foi eficiente na modernização da economia industrial e na diminuição do desemprego. Junto com o nazismo e o fascismo japonês, o fascismo italiano fez parte da aliança chamada de Eixo durante a Segunda Guerra Mundial, onde sob a organização militar e nacionalista, objetivavam o expansionismo militar para o domínio imperialista.

Assinatura do Tratado de Latrão

O Nazismo
A Alemanha se encontrava no período entre guerras totalmente humilhada pelo Tratado de Versalhes – tratado assinado pelos países vencedores da Primeira Grande Guerra, onde a Alemanha assumiu a responsabilidade pela guerra e foi obrigada a cumprir severas exigências políticas, econômicas e militares. Toda essa humilhação gerou no povo alemão o sentimento de revanchismo que impulsionou a Segunda Guerra Mundial.
Em oposição ao regime dos Kaisers, a República de Weimar (1918/1923) surgiu na Alemanha como solução para as crescentes dificuldades em superar as imposições do Tratado de Versalhes. O governo era parlamentarista democrático, onde o presidente nomeava um chanceler que se tornava responsável pelo poder executivo, enquanto o parlamento ficava com o poder legislativo.
No ano seguinte ao da criação da República de Weimar foi fundado em Munique o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores (inspirado no partido fascista de Mussolini) que ganhou adeptos com suas propostas e com a criação da polícia SA – Seção de Assalto os chamados camisas pardas.
Os trabalhadores do Vale do Ruhr iniciaram greves em 1923 em oposição à exploração do trabalho, em um acordo imposto pelos franceses no Tratado de Versalhes. O governo alemão apoiou os trabalhadores, mas também não desrespeitou o acordo com a França e emitiu um número elevado de moedas gerando uma inflação no país. Neste mesmo ano, o partido nazista tentou um golpe fracassado para assumir o poder.
Com a morte do presidente Hinderbug, Hitler assumiu o cargo máximo no governo, sem deixar seu antigo cargo, criou o Terceiro Reich e se autoproclamou Führer. O nazismo alemão foi implementado na Alemanha e com ele teve inicio a perseguições e execuções de milhares de judeus, homossexuais, comunistas, negros e outros que fugissem ao conceito de “raça ariana”, onde os descritos como impuros eram presos e levados a campos de concentração para serem exterminados. O Holacausto, descrito como um massacre em massa nos campos de concentração marcou a ação dos nazistas contra as raças ditas impuras durante a Segunda Guerra Mundial, mas as perseguições na Alemanha Nazista foram legitimadas em 1935 com as Leis de Nuremberg ligadas à questão racial, e que oficialmente tinham o nome de Lei de Proteção do Sangue e da Honra Alemã. Esta lei foi assinada no dia 15 de setembro de 1935 e visava garantir a pureza racial da população alemã. Segundo os nazistas, a mistura de raças criava indivíduos inferiores tanto fisicamente como também intelectualmente. Desse modo, foi proibido o casamento de indivíduos de raças diferentes (principalmente entre alemães e judeus). Além dos judeus, outras raças também eram mal vistas na Alemanha nazista como os ciganos, os eslavos, negros africanos etc. Os indivíduos que fossem casados com pessoas de raças diferentes, obrigatoriamente, deveriam se separar. A simples relação sem casamento entre raças diferentes também era proibida.

A grande massa aderida ao nazismo

A propaganda política do cineasta, agitador e orador Joseph Goebbels foi extremamente importante para a propagação do nazismo. Além da censura, Goebbels fazia filmes que alienavam a população e garantia o culto ao líder estimulando o nacionalismo.

Soldados alemães formam, desenhando a suástica

Foi criada a SS – Seção de Segurança -, que dava apoio aos camisas pardas (SA)., que correspondiam à polícia política, treinada, disciplinada e fiel ao Führer. A Gestapo era responsável pela perseguição e cassação de possíveis subversivos ao regime, sendo a polícia secreta do governo.

Texto escrito por Mariana Meireles

APROFUNDANDO OS ESTUDOS: QUESTÕES DE VESTIBULAR

1) (UFSC) - Os regimes totalitários, que polarizaram a política europeia no período entre-guerras (1919-1939), apresentam muitos aspectos comuns, conservando cada um suas peculiaridades. Assinale os aspectos que caracterizam o nazismo.

(01) Ocorreu na Alemanha
(02) Racismo
(04) Anti-semitismo
(08) Internacionalismo
(16) Antimarxismo
(32) Ocorreu na Itália

SOMA: (      )

2) (UNITAU) O nazismo e o fascismo surgiram:

a) do desenvolvimentismo de partidos nacionalistas, com pregações a favor de um Executivo forte, totalitário, com o objetivo de solucionar crises generalizadas diante da desorganização surgida após a Primeira Guerra Mundial;
b) da esperança de conseguir estabilidade com a união das "doutrinas liberais" de tendências individualistas;
c) com a instituição do parlamentarismo na Itália e na Alemanha, agregando partidos populares;
d) com o enfraquecimento da alta burguesia e o apoio do governo às camadas lideradas pelos sindicatos socialistas;
e) do coletivismo pregado pelos marxistas.

3) (FUVEST) A ascensão de Hitler ao poder, no início dos anos 30, ocorreu:

a) pelas mãos do Exército Alemão, que quis desforrar-se das humilhações impostas pelo Tratado de Versalhes;
b) através de uma ação golpista, cuja ponta da lança foram as forças paramilitares do Partido Nazista;
c) em consequência de uma aliança entre os nazistas e os comunistas;
d) a partir de sua convocação pelo presidente Hindenburg, para chefiar uma coalizão governamental;
e) através de uma mobilização semelhante à que ocorreu na Itália, com a marcha de Mussolini sobre Roma

GABARITO:
1- 1 + 2 + 4 + 16 = 23
2- A
3- D

SITES DE PESQUISA:

sexta-feira, 19 de abril de 2013

A Revolução Russa de 1917

Bandeira da Revolução erguida por um revolucionário. A foice e o martelo os e camponeses na conquista do Estado.

A RÚSSIA ANTES DA REVOLUÇÃO:
A Rússia na época da monarquia era considerada o país mais extenso da Europa, mas que tinha um império economicamente atrasado que era governado pelo Czar, conhecido como Nicolau II. A economia russa era essencialmente agrícola e a maioria de sua população composta por camponeses, por pobres e os sem-terra. E além dessas duras condições de vida, os russos enfrentaram uma derrota militar.
Em 1905, a Rússia perdeu a guerra com os japoneses, e a derrota e a miséria da população russa refletiram a incapacidade e corrupção que reinava no império. Por conta disso, o governo enfrentou manifestações populares como guerras e motins onde morreram milhares de pessoas.
As ideias socialistas que se espalhavam pela Europa chegaram na Rússia e trouxeram uma nova ideologia frente a classe dos operários surgida após uma rápida tentativa de industrialização no país.
A participação da Rússia na 1° Guerra Mundial foi um fracasso, visto que o país estava totalmente despreparado em meio à crise política, econômica e a falta de desenvolvimento bélico. E como resultado, a Rússia somou uma série de desastres militares que somados a situação dos operários mal pagos, de camponeses miseráveis, e do colapso da economia gerou uma grande revolta na população civil.
Em março de 1917, as greves e as revoltas receberam o apoio de tropas do exército que obrigaram a Czar a abdicar.

A REVOLUÇÃO:
O novo regime político da Rússia convocou uma Assembleia Constituinte, chefiada por Kerensky que deu direito de voto a toda população, mas o governo provisório fracassou e foi se tornando impopular, por causa da insistência da Rússia em continuar a guerra contra a Alemanha e a falta de solução para os problemas econômicos, sociais e políticos da Rússia. Para derrubar a monarquia, aliaram-se burgueses, camponeses, operários e a nobreza liberal.
Nessa época, os operários estavam organizados nas grandes cidades e queriam uma revolução que significasse uma ruptura política e social que ganhasse uma nova ordem na Rússia. Uma das formas de organização dos operários e soldados era os sovietes, um conselho de livre participação e difusão de ideias revolucionárias. A maioria dos sovietes pertencia ao partido social democrático conhecido como Bolchevique, liderado por Lênin, que significava maioria e incluía a maior parte da população russa, e defendia propostas radicais como a ditadura do proletariado. A minoria era conhecida como Menchevique, nome dado a outro partido que incluía a burguesia liberal e era liderado por Kerensky.
Baseado nas ideias de Karl Marx, Lênin defendia o fim da guerra da Rússia com a Alemanha, a distribuição de terras para os camponeses e o fortalecimento dos sovietes, além do fim da propriedade privada e nacionalização dos bancos e indústrias.
Em outubro de 1917, a guarda vermelha criada para ser o braço armado dos Bolcheviques ajudou o movimento a derrubar o governo de Kerensky. Lênin assumiu o poder e tomou medidas radicais para a implantação do comunismo na Rússia. Em seu governo, Lênin confiscou as terras da aristocracia e da igreja, aboliu a propriedade privada dos meios de produções como terras, minas e fábricas e colocou o comércio exterior e o sistema financeiro sobre controle do Estado.
Em março de 1918 o governo russo assinou paz com a Alemanha, perdendo a Polônia, Finlândia, os países Bálticos e a Ucrânia, e em seguida iniciou-se uma guerra civil no país.
Os monarquistas, a burguesia e os setores derrotados pelos Bolcheviques combateram o novo governo de Lênin. Estes ficaram conhecidos como os brancos, que enfrentaram os partidários do governo comunista chamados de vermelhos. Os brancos possuíam o apoio da burguesia, dos mencheviques, dos países capitalistas preocupados com a repercussão da revolução comunista (Inglaterra, França e Japão).
A vitória dos revolucionários russos representou o surgimento do primeiro Estado Socialista baseado nas doutrinas de Marx e Lênin.

Vitória dos vermelhos (Bolcheviques).

No campo, os médios proprietários foram acusados de trair a revolução e executados. A divisão de terras e a formação de cooperativas (kolcoses) não aliviou a fome que atingia parte da população. Ao assumir o Estado, Lênin enfrentou uma forte crise econômica e com isso acabou criando a NEP - Nova Política Econômica, que consistia em uma série de reformas de caráter capitalista e modernizador com o objetivo de acabar com o que ainda restava da economia feudal na Rússia. Ao final Lênin pretendia utilizar os lucros capitalistas para o investimento no Estado Socialista cunhando a expressão: “um passo para o capitalismo, dois para o socialismo”.
Em 1922, foi criada a URSS (União de República Socialista e Soviética).
Além de Lênin, o partido comunista tinha dois outros líderes disputando o poder (Trotsky e Stalin).Trotsky acreditava que a revolução comunista só seria sustentável se ela se tornasse internacional, enquanto Stalin defendia o fechamento da revolução no plano nacional para fortalecer o desenvolvimento interno, o que chamava de “socialismo em um só país”. Stalin venceu a disputa e assumiu o governo após a morte de Lênin em 1924.
Em 1929 Stalin subiu ao poder optando pela nacionalização da economia. Os kolcoses, que eram propriedades coletivas de produção, onde parte desta produzida pelos camponeses iria para o Estado, passou a ser um dos recursos capitalizados pelo governo para o investimento também na indústria pesada.
Em 1933, foram criados por Stalin os Planos Quinquenais para o investimento na indústria pesada, onde o Estado planejava e direcionava aos setores político, social, e econômico para o crescimento industrial e autonomia econômica.
O governo de Stalin foi marcado pela tortura, perseguição aos bolcheviques e criação dos campos de concentração, uma ditadura onde a sociedade não possuía direitos, participação política ou liberdade de expressão.
Assim, iniciou-se o socialismo na URSS.

Texto escrito por Carol

APROFUNDANDO OS ESTUDOS: QUESTÕES DE VESTIBULAR.

O Partido Socialista era composto de duas correntes com diferentes ideias a respeito de como os operários tomariam o poder da Rússia: Os bolcheviques e os mencheviques. A partir desta informação podemos afirmar que:

I- Os bolcheviques achavam que se deveria formar um partido capaz do organizar a classe operária e instaurar a ditadura do proletariado através da luta armada.
II- Os mencheviques acreditavam que deveria formar um grande partido de massas, incluindo a burguesia, e participar das atividades políticas.
III- Lênin era o líder dos mencheviques e Kerensky dos bolcheviques.
IV- Bolchevique significa maioria e Menchevique significa minoria.
V- Os mencheviques conseguiram impor suas ideias e conduziram a Revolução Russa.

Após analisar as proposições acima assinale a alternativa correta:

a) Apenas a alternativa I é correta.
b) Apenas a alternativa II é correta.
c) Apenas a alternativa III é correta.
d) As alternativas I e III estão corretas.
e) As alternativas I, II e IV estão corretas.

GABARITO – Letra E.

Site de pesquisa: